Religião é benéfica para tratamento psiquiátrico

 Trago hoje uma notícia que deixa os religiosos felizes e aos Ateus indignação.
A Associação Mundial de Psiquiatria aprovou no mês passado um documento que declara a importância de se incluir a espiritualidade no ensino, pesquisa e na prática clínica da psiquiatria.
O documento não serve para que o médico psiquiatra indica uma crença religiosa ao paciente, mas sim que ele converse sobre o assunto, mostrando que a fé pode ajudá-lo.

Nos Estados Unidos há muitos estudos sobre o tema, o jornal Folha de São Paulo chega a citar que no PubMed, ligado ao governo americano, há mais de mil artigos científicos publicados que falam a respeito da religião nos tratamentos psiquiátricos.

Esses trabalhos falam sobre inúmeras maneiras de como os recursos espirituais podem melhorar a saúde e o bem-estar dos pacientes. Alguns falam sobre acreditar em Deus ou em um poder superior, outros sobre frequentar alguma instituição religiosa, participar de momentos de meditação e muito mais.

O que esses estudos mostram também é que há um maior impacto positivo na saúde mental dos pacientes que passam a ter um envolvimento religioso. As teses não tentam provar a existência de Deus de forma científica, mas sim que os laços sociais criados na prática religiosa reduzem a incidência de solidão, depressão e amenizam o estresse causado por doenças ou perdas.

Três metas-análises (revisões científicas) indicam que frequentar serviços religiosos aumenta cerca de 37% a probabilidade de sobrevida em doenças como o câncer, e a ciência tenta entender como isso acontece.

Milagre não se explica

Se para os religiosos o resultado dessas pesquisas é um verdadeiro milagre, para os médicos e cientistas trata-se do chamado eixo “psiconeuroimunoendócrino”. Essa palavra tenta explicar que na verdade a emoção positiva gerada no convívio com instituições religiosas eleva a produção de hormônios capazes, por exemplo, de reduzirem a pressão arterial.
 
O professor de psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora, Alexander Moreira-Almeida, diz que “o impacto da religião e espiritualidade sobre a mortalidade tem se mostrado maior que a maioria das intervenções, como o tratamento medicamentoso da hipertensão arterial ou o uso de estatinas”.
Porém o médico faz um alerta sobre os efeitos negativos que as crenças religiosas podem trazer à saúde. Principalmente quando o paciente desiste do tratamento. “Piores desfechos em saúde são observados quando há uma ênfase na culpa, punição, intolerância, abandono de tratamentos médicos. A existência de conflitos religiosos internos ao indivíduo ou em relação à sua comunidade religiosa também está associada a piores indicadores de saúde.”

O professor de psicologia clínica na Bowling Green State University (Ohio), Kenneth Pargament, também alerta sobre os riscos, diz que a religião e a espiritualidade podem sim ser recursos vitais para a saúde e bem-estar, mas também podem ser fontes de perigo.

“Para muitas pessoas, a religião e a espiritualidade são recursos-chave que podem facilitar o seu crescimento. Para outros, são fontes de problemas que precisam ser abordadas durante o tratamento. Isso precisa ser compreendido pelos profissionais de saúde.” Com informações Folha de SP

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Paulo Gustavo

24 anos, solitário que passa maior parte do tempo lendo coisas do meu interesse e essas coisas significa livros de história, ficção e site sou viciado no YouTube. Para ser mais intenso, sou portador de uma condição de nome Van der Woude, mais popularmente conhecida como Lábio Leporino. Já fiz mais de 11 cirurgias e todas até agora foi na parte da face. Provavelmente farei mais. Quero fazer da minha vida uma experiência inesquecível. Ainda não desistir de fato, não gosto de perder, essa a razão de ainda está aqui. Bom, bem vindo (a)!😙😙😙😊

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