Assembleia de Deus do Mato Grosso causa polêmica ao proibir que fiéis usem brinco, corte o cabelo e use a televisão

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Aquilo que conhecemos como costume para eles é uma quebra de regras

Quem é que não lembra do Missionário David Miranda da Igreja Deus é Amor? Frequentemente o missionário afirmava com “respaldo” bíblico que os fiéis eram proibidos de usarem tudo que a maioria da população brasileira usa em seu dia a dia.

Uma das regras (que eles chamam de doutrina), era de que homens não podiam fazer a barba e as mulheres não podiam cortar o cabelo, imagine a cena de uma mulher com os cabelinhos secretos ficam.

Neste tipo de denominação as mulheres são mais submissa aos homens, especialmente ao marido.

Tive a ingrata experiência de conhecer igrejas que tinham essas regras, esses costumes, essas doutrinas.

E o que foi notícia essa semana foi uma igreja com esse mesmo tipo de crença, só que ela não partiu de uma Deus é Amor, não, foi de uma Assembleia de Deus mesmo, aquelas que eram o mesmo ninho como a que citei logo de início deste texto.

Leiam abaixo:

A Convenção dos Ministros e das Assembleias de Deus no Estado do Mato Grosso (COMADEMAT), que é presidida pelo pastor Sebastião Rodrigues de Souza, divulgou uma Resolução da Mesa Diretora nº 04/2019, onde estabelece normas rígidas quanto aos usos e costumes. Entre as normas, está a orientação para que os membros não assistam televisão, frequentem cinemas ou pratiquem qualquer tipo de jogo.

O texto proíbe aos membros das igrejas ligadas a convenção o uso de brinco, pingentes, piercings ou maquiagens. Às mulheres, a resolução ainda estabelece a proibição do uso de “traje masculino”, roupa curta, roupa transparente, decotes exagerados, uso de pinturas, sobrancelhas desenhadas e cortar o cabelo.

Aos homens, a resolução proíbe uso de cabelos compridos ou cortes extravagantes, barba grande, cavanhaque, shorts ou bermudas e tão pouco o uso de regata é permitido. O texto polêmico ainda estabelece a proibição do uso de bateria nos cultos, e qualquer tipo de “divertimentos mundanos”.

O pastor presidente da COMADEMAT, é também o atual 1º vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). O pastor justifica no documento que o que texto traz princípios estabelecidos como “doutrina na Palavra de Deus, e conservados como costumes desde o início desta obra no Brasil”.

Sobre a televisão, o documento justifica que trata-se de uma barreira que prejudica a Igreja e o lar cristão. Apesar de não haver embasamento bíblico para as proibições, os costumes descritos são acompanhados de versículos, como I Coríntios 11: 14 e 15, além de I João 2:15 e 2 Timóteo 2:25 e 26.

Surpreendentemente, o texto foi emitido justamente quando a Assembleia de Deus em diversos estados parece estar superando a barreira de usos e costumes, impostas durante anos por líderes autoritários, mas que não tem base na Bíblia. Diversas proibições surgiram a partir da interpretação equivocada dos textos bíblicos.

Com o avanço teológico ao longo dos anos, muitas dessas barreiras foram superadas, proporcionando maior liberdade para as mulheres, que geralmente são as mais prejudicadas com as proibições.

O texto não foi comentado pelo presidente da CGADB, pastor José Wellington Bezerra Costa Júnior.

Confira a íntegra do documento obtido pelo JM Notícias e confirmado pelo Gospel Prime:

Resolução da COMADEMAT (Foto: JM Notícia)

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Paulo Gustavo

Estudante de jornalismo. E Focado nos assuntos curiosos em debates na sociedade. Reflexões são para serem reflexivas e com ar de seriedade. Atualmente estou com 24 anos e solitário, que passa maior parte do tempo lendo coisas do meu interesse e essas coisas significa livros de história, ficção e sites. Sou viciado no YouTube. Para ser mais intenso, sou portador de uma condição de nome Van der Woude, mais popularmente conhecida como Lábio Leporino. Já fiz mais de 11 cirurgias e todas até agora foi na parte da face. Provavelmente farei mais. Quero fazer da minha vida uma experiência inesquecível. Ainda não desistir de fato, não gosto de perder, essa a razão de ainda está aqui. É preciso um dia perder para ter sede de ganhar. Bom, bem vindo (a)!