Com perseguição, cristãos estão desaparecendo no Sul e Leste da Ásia

Não é de hoje que o número de cristão perseguidos mundo afora é grande. E o número é ainda mais assustador, pois no Iraque a perseguição continua forte.

Organização Ajuda à Igreja que Sofre denuncia ataques na Índia e nas Filipinas, e teme desaparecimento de comunidades cristãs no Oriente Médio

A perseguição no Sul e Leste da Ásia aumentou entre 2017 e 2019, de acordo com um relatório da organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AED), divulgado nesta terça-feira. Por outro lado, o grupo diz que os ataques contra os cristãos na Síria e Iraque “diminuiram consideravelmente”, mas nem tudo é motivo de alívio na região.

Fundada em 1947 em uma Alemanha ainda em escombros após a Segunda Guerra Mundial e com uma onda de refugiados vindos do Leste, a organização é ligada à Igreja Católica e leva adiante projetos voltados à população cristã pelo mundo. Em seu relatório anual, intitulado “Perseguidos e Esquecidos”, traça um cenário global e preocupante.

Segundo o texto, a pior situação é encontrada no Sul e no Leste da Ásia, de acordo com o diretor da AED, Benoît de Blanpré, durante entrevista coletiva em Paris. Para ele, “três tipos de ameaças” pesam sobre os cristãos nessas regiões: o extremismo islâmico, o nacionalismo agressivo e os regimes autoritários.

Blanpré citou o assassinato de 22 fiéis nas Filipinas em janeiro de 2019 ou o atentado, no domingo de Páscoa, em três igrejas e hotéis no Sri Lanka(259 mortos), ataques reivindicados por grupos afiliados à organização extremista autointitulada Estado Islâmico.

O relatório denuncia ainda “ultranacionalismo hindu” na Índia, que provocou “mais de mil ataques” contra cristãos em dois anos, e a situação em Mianmar, onde, de acordo com as estimativas, 100 mil cristãos foram deslocados. O país, de maioria budista, também foi cenário do que a ONU chamou de “genocídio” contra a minoria rohingya, formada por muçulmanos.

Para a AED, a Coreia do Norte é “o lugar mais perigoso do mundo para se viver uma vida cristã”.

Risco de desaparecimento

Por outro lado, o relatório destaca que “a perseguição de cristãos nos principais países do Oriente Médio, como Síria e Iraque, diminuiu consideravelmente”, relacionando a situação à derrota militar do Estado Islâmico. Também houve avanços no Egito, onde a população cristã é alvo há décadas de ataques, sequestros e casamentos forçados.

No entanto, “a emigração contínua, crises de segurança, pobreza extrema e lenta recuperação fazem com que seja muito tarde para algumas comunidades cristãs no Oriente Médio se recuperarem”.

“Em algumas áreas (…) é provável que o desaparecimento do cristianismo se torne realidade”, acrescenta a AED, citando números que comprovam a queda populaconal. No Iraque, os cristãos, que totalizavam 1,5 milhão antes de 2003, hoje são “menos de 150.000” — na Síria eles são 500.000, contra 1,5 milhão em 2011.

O relatório aborda ainda a situação na África, citando a violência de grupos extremistas e conflitos regionais em países como Burkina Faso, Níger, Nigéria e República Centro-Africana, e afirma que a liberdade religiosa em todo o mundo está cada vez mais ameaçada. 

Com informações do O Globo


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Paulo Gustavo

Estudante de jornalismo. E Focado nos assuntos curiosos em debates na sociedade. Reflexões são para serem reflexivas e com ar de seriedade. Atualmente estou com 24 anos e solitário, que passa maior parte do tempo lendo coisas do meu interesse e essas coisas significa livros de história, ficção e sites. Sou viciado no YouTube. Para ser mais intenso, sou portador de uma condição de nome Van der Woude, mais popularmente conhecida como Lábio Leporino. Já fiz mais de 11 cirurgias e todas até agora foi na parte da face. Provavelmente farei mais. Quero fazer da minha vida uma experiência inesquecível. Ainda não desistir de fato, não gosto de perder, essa a razão de ainda está aqui. É preciso um dia perder para ter sede de ganhar. Bom, bem vindo (a)!