Lábio leporino, “deficiência” e preconceito

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Já contei aqui no site sobre minha experiência a diferença de está em Bauru, São Paulo para o meu estado, o Pará. O preconceito de um estado para outro e tal.

Neste post eu irei falar um pouco sobre o preconceito contra crianças. Principalmente crianças com lábio leporino.

É bom enfatizar que o preconceito é comum, mas por ele ser comum não o faz ser normal. E é aí que muitas vezes cometemos erros, pequenos erros que podem causar grandes estragos.

Irei contar um pouco da história de Gu. Gu era um menino que nasceu com lábio leporino e que sempre pensava muito como seria sua juventude.

Ele se lembra que onde ele morava tinha uns vizinhos já grande que mexia com ele, zoava dele e isso o deixava muito triste. Mas o seu maior receio era de entrar numa escola pela primeira vez. Até porque ele era muito apegado à mãe.

Gu lembra que ele mais os seus 3 irmãos brigavam muito, no entanto, sempre voltavam a se falar depois de um tempo. Ele tinha uma irmã que sempre que brigava com ele imitava a voz dele e isso o deixava muito chateado.

Ele conta, “Eu lembro de quando eu era pedido para mostrar língua, aqueles vizinhos, já rapazes gostavam de quando eu atendia esse pedido deles, depois riam, eu não entendia o motivo da risada, mas isso me deixava depois constrangido.” Hoje em dia pelo fato de Gu ser ainda criança e por ter lábio leporino os vizinhos provavelmente ficavam achando engraçado aquela imagem dele mostrar língua. Mas o Gu nunca irá saber de fato é o porquê eles riam quando ele mostrava língua. Isso sem falar que eles também imitavam o que Gu falava.

Gu tinha a voz nasalada e quem tem a voz assim sofre muitos preconceitos. Até que algumas pessoas acham engraçado quem tem a voz nasalada. Para quem não sabe, voz nasalada é voz fanha. Bom, é mais conhecido por ser fanha. E ele sempre ficou muito triste quando alguém o imitava, nunca é engraçado para quem tem um problema ser motivo de piada.

O preconceito que vemos não parte apenas de jovens. Parte também de criança, e eu não sei quando é mais assustador, se é quando parte de criança ou de pessoas já com a mente formada. O que você acha?

A irmã de Gu era muito manhosa e por qualquer coisa ela criava uma briga e era através de uma briga que ela o imitava e tudo para o deixar triste e com raiva dela.

É gente, nasce com deficiência não é fácil não. Lábio leporino é uma deficiência física. Em alguns casos não, mas o caso do Gu sim era.

Pessoa com deficiência deveria ser exaltada o mais alto pódio, porque aguentar o preconceito da sociedade não é fácil e ainda ter que saber que tem que ser feliz. Se para uma pessoa que nasce sem deficiência alguma já é difícil, imagina quem nasce com algum tipo de deficiência.

Mas um deficiente não é bem um deficiente, é mais um eficiente.

Não podemos permitir o preconceito com qualquer que seja a pessoa, mas combater com o mais rigor possível.

Já imaginou se você fosse (se não é) pai de um cadeirante e vá ao parque passear e se encontra com dificuldades em ter acesso ao lugar? Ou então seu filho é um doente mental (termo usado pela literatura) e você se põe em trancar ele num quarto longe da sociedade porque você tem preconceito com ele ou até para evitar que ele sofra preconceito por parte dos outros. Tanto para quem é como para quem convive com deficiente não é uma tarefa fácil.

E Gu soube disso quando era filho caçula e não tinha ninguém da idade dele para brincar com ele. E quando tinha sofria com as outras crianças pelo fato de não conseguir falar direito. Se sentia sem saída.

É assim que muitas crianças se sentem quando tem alguma deficiência física ou até mesmo mental.

No Brasil existem 45 milhões de deficientes e eu nem sei lhe dizer se quem nasce com lábio leporino se encaixa nesses milhões, mas o fato é que deveria em alguns casos se encaixar.

Para isso vale muitas leis para quem nasce com deficiência.

E as penas variam de 2 a 5 anos podendo ser mais.

No próximo post irei contar um pouco sobre o primeiro dia de Creche de Gu. O menino de lábio leporino.

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Paulo Gustavo

Estudante de jornalismo. E Focado nos assuntos curiosos em debates na sociedade. Reflexões são para serem reflexivas e com ar de seriedade. Atualmente estou com 24 anos e solitário, que passa maior parte do tempo lendo coisas do meu interesse e essas coisas significa livros de história, ficção e sites. Sou viciado no YouTube. Para ser mais intenso, sou portador de uma condição de nome Van der Woude, mais popularmente conhecida como Lábio Leporino. Já fiz mais de 11 cirurgias e todas até agora foi na parte da face. Provavelmente farei mais. Quero fazer da minha vida uma experiência inesquecível. Ainda não desistir de fato, não gosto de perder, essa a razão de ainda está aqui. É preciso um dia perder para ter sede de ganhar. Bom, bem vindo (a)!