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A revista IstoÉ recebeu R$ 300 milhões em verbas publicitárias durante a ‘era’ Lula e Dilma. É o que mostram os dados do antigo Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP) compilados pelo Terça Livre.

Como já noticiado anteriormente pelo site TerçaLivre, o jornalista Allan Santos está processando a revista IstoÉ e seu diretor de redação, Germano Oliveira, em R$ 100 mil. (Relembre)

Na ação, o jornalista apresenta o levantamento feito com dados até então nunca filtrados pela imprensa, a fim de apurar quanto cada veículo de comunicação recebeu nos últimos governos.

O orçamento de publicidade de cada ministério ou empresa estatal foi durante um longo tempo um mistério no governo federal, até que o IAP, uma entidade paraestatal, passou a reunir esses dados a partir de informações enviadas pelas próprias agências de publicidades que gerenciavam as contas do governo e de estatais.

Os dados do IAP começaram a ser divulgados em 2014 pelo jornalista Fernando Rodrigues do Poder 360.

Lamentavelmente, o instituto foi fechado no início do governo Temer, em 2017, após uma série de cortes de verbas para publicidade.

O Brasil segue carente de um órgão que faça trabalho semelhante ao Projeto Veritas, que surgiu em 2010 nos Estados Unidos e investiga corrupção, desonestidade, favorecimento pessoal, improbidade, fraude e outras más condutas em instituições públicas e privadas.

Os dados analisados pelo Terça Livre para aferir o quanto a IstoÉ recebeu de verba federal se referem ao período 2000 a 2016.

Os valores publicados nas planilhas foram atualizados pelo IGP-M até o ano de 2016. Se atualizado até fevereiro 2020, o montante chega a quase os 350 milhões de reais. Confira os valores filtrados das planilhas do IAP aqui.

O que se descobriu com a análise das planilhas do IAP com relação aos contratos de publicidade com a Revista IstoÉ é um verdadeiro escândalo.

Durante toda a era PT, o número de inserções de publicidade na revista aumentou vertiginosamente. E caiu, na mesma proporção, com o impeachment 2015/2016.

Outro dado interessante observado pelo levantamento foi o significativo aumento das verbas de publicidade no ano anterior ao das eleições para a presidência. O incremento da verbas altera significativamente o montante dos contratos com o governo.

As verbas da Revista IstoÉ aumentam tanto no ano anterior, em 2005, assim como no próprio ano da eleição, passando de mais de R$ 18 milhões em 2004 para mais de 24 milhões em 2005 e batendo o recorde de R$ 27 milhões em ano de eleição.

Após a queda da esquerda do poder, a festa com o dinheiro público deixou órfã não só a revista IstoÉ mas várias outras empresas de mídia.

O resultado disso, é o que estamos vendo diariamente:

O Terça Livre também já mostrou que a revista Fórum do jornalista petista Renato Rovai, por exemplo, em quase 15 anos recebeu o total de R$ 4.201.695,24.

As verbas eram destinadas tanto à revista física, já extinta, como ao portal de notícias na internet. Os valores publicados foram corrigidos até o ano de 2016 pelo IGP-M. (Relembre aqui).

NOTA: No governo Bolsonaro o número de grana que entra na IstoÉ é zero, não é por menos que vemos diversas vezes o atual presidente sendo capa de revista para difamá-lo. Agora ficou claro. E MAIS: A IstoÉ foi só umas das empresas de comunicação que faturou muito nos governos petistas.

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