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Antes de começar a valer esse artigo quero aqui citar uma frase da médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, numa entrevista para Neda Nagle no “Sem Censura” da TV Cultura numa de suas participações, “Não existe um cérebro perfeito, se houver é o de Deus e ele a gente ainda não viu”, disse numa fala sobre o transtorno de personalidade borderline.

Tentarei sem breve. apesar de achar quase uma tarefa impossível.

Irei relatar o que eu vi e vivi, o que eu sentir, e o que, infelizmente, milhões de pessoas ver, vive e sente.

Sem algum medo admito que sou borderline, uma personalidade que milhões de pessoas têm e que muitas não sabem que tem. 10% das pessoas com borderline cometem suicídio.

Só que para a sociedade em geral, que vive com o senso comum, todas as pessoas com algum tipo de transtorno mental são encaixadas no mesmo quadrado. Todas no mesmo nível, só que isso só aumenta ainda mais os preconceitos que vem enraizado num patamar social triste.

Para as pessoas que observo, pelo menos as mais ignorantes, essas olham para pessoas com transtorno mental com medo, ou pavor total, olham para essas pessoas com um estigma de que são encaixada no determinado estereótipo:

  1. Crença negativa sobre um grupo (periculosidade, fraqueza, falta de vontade);
  2. Preconceito: Reação emocional negativa a um grupo (medo, raiva);
  3. Discriminação: reposta comportamental ao preconceito (evitar, negar emprego, excluir socialmente).

Vamos analisar um pouco a depressão aos olhos das pessoas que com certeza já tiveram contato com alguém com essa doença.

O primeiro olhar quando vemos alguém com depressão, que já está com a doença já um bom tempo, é uma nítida baixa autoestima, um olhar vazo ao tempo, o olhar dessa pessoa depressiva é rápido, parece que elas não querem ser notadas, e é por uma razão simples; elas estão cansadas de serem julgadas sem cometeram crime algum, cansadas de sofreram ao longo da vida e nunca quase ninguém percebeu suas dores, só ela percebeu, e sozinha foi lutando e lutando, foi insistindo e insistindo, até que para que de fato um dia achar que se encaixou, que se achou.

E infelizmente quando elas não conseguem o seu lugar, ela automaticamente se isola, se culpa, se sente inútil, inferior, apesar de nem falar que sente todas essas coisas. Pois quando falam são reprimidas.

Para muitas pessoas o depressivo é cheio de drama, de frescura, outras são mais radicais ao disserem que é “falta de porrada”. Algumas dessas pessoas que dizem ser falta de porrada realmente colocam em prática o que dizem. São psicofobicos na teoria e os outros na prática.

A intenção ao agredir uma pessoa com transtorno mental tem um objetivo: calar o seu comportamento, como se seu sofrimento fosse uma escolha de vida. Infelizmente um transtorno mental, como bipolaridade, depressão, e ansiedades etc… não são escolhas que os indivíduos com esses problemas tiveram, não tiveram livre arbítrio.

O preconceito é também uma doença, uma doença criminosa, que ao invés de querer ajudar a pessoa com transtorno simplesmente a agride e profere palavras com ofensas.

Como se tal fato resolvesse algo, a única coisa que preenche é o ego do agressor, que se alimenta de sua arrogância e revela a sua real identidade e piora mais ainda o problema psicológico da vítima, que vive com os traumas do passado e do presente e levará esse fato novo para seu futuro.

O preconceito reforça uma ideia errada:

Certo dia, ao ver um dos programas mais famosos do rádio brasileiro, o “Programa Pânico na Rádio”, onde entrevistou em 2019 o neurocientista Pedro Calabrez, que estava no programa falando sobre as curiosidades do cérebro humano, e em um certo momento o humorista Morgado lhe fez uma pergunta interessante, “Como funciona um cérebro de uma pessoa com depressão”, e ele respondeu de uma maneira fantástica, derrubou o famoso senso comum, mito de falam demais para os depressivos, disse que o cérebro de uma pessoa com a doença não o mesmo que um cérebro normal e ele disse que dizer “Saí dessa cara, vai caminhar, vai correr”, ou “tu tá assim por querer”, e ele disse que é a coisa mais burra a ser dita para um depressivo, “como se você manda-se alguém com diabetes tomar mais açúcar”, e eu vou além: é como falar para um cadeirante levantar dessa cadeira de rodas e andar como todo mundo faz.

Cada pessoa tem seu ritmo, tem seus melhores e piores momentos, merecem serem acompanhados por amigos, colegas e familiares, mas nunca violados, ninguém tem o direito de violar a vida de uma pessoa e de muito menos culpá-la pelo seu sofrimento.

Só o que acontece é uma verdadeira série de abusos contra deficientes mentais, por achar que eles são amorais, inocentes, e infelizmente eles nem podem se proteger, pois suas palavras, mesmo que sejam verdadeiras, não são levadas a sério, e com isso infelizmente há pessoas que se aproveitam com isso, a agredindo e muitas vezes inventando mentiras e mais: há reprimidos em contar seus males. E nisso as agrides.

Se formos voltar num passado, veremos que perseguição contra doentes mentais foi um dos objetivos de Adolf Hitler, a ideia era acabar com todos, para assim chegarem num mundo que os nazistas consideravam perfeito.

O mais comum a acontecer é pessoas sem menos terem ideia do que é esquizofrenia acusarem os que tem depressão de esquizofrênicos. E acusarem os que realmente são esquizofrênicos de loucos, psicopatas e assassinos.

Acho que irei continuar esse tema numa série de artigos e livros e dando exemplos dos abusos que são cometidos contra deficientes mentais. (Muitas veze abusos que acontecem de dentro de hospitais psiquiátricos).

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